Iniciei a ter contato com projetos aos 16 anos de idade, tive a sorte de presenciar, planejadores, engenheiros, supervisores, encarregados em frente a um diagrama de rede fixado em uma parede na obra, aquilo parecia ser uma rotina, pois toda a vez que eu ia na obra sempre havia algumas pessoas por ali. Aquele documento estava sempre sendo atualizado e revisado, na época as revisões ocorriam através de colagens sobre aparte da rede afetada.
Era algo vivo, dinâmico, acessível e relevante, diria até mesmo democrático, acredito que fosse uma rede PERT, e embora poucas pessoas tivessem autorização para registrar alterações, todos podiam opinar e contribuir antes que alguém tomasse a decisão.
As pessoas que com ela se envolviam, sabiam muito bem o que cada conjunto nó-seta representava, como as consequências se materializariam no campo, mas o principal, a dinâmica era ágil, tirando as pessoas responsáveis pela manutenção do cronograma, as outras se reuniam a sua volta com eles por um curto espaço de tempo e depois voltavam a seus postos, além de ágil a gestão era à vista!
No decorrer dos anos surgiu uma evolução, que hoje descobrimos ter sido conduzida com algumas falhas significativas. Se popularizaram as planilhas eletrônicas, os softwares de gestão. A transição privilegiou aqueles que a elas se adaptaram de forma rápida, e essa expertise fez com que a capacitação e experiência daqueles que tiveram dificuldade de assimilar as novas ferramentas, fossem relegadas a um segundo plano.
Não se precisava mais de várias pessoas para manter o cronograma atualizado, bastava apenas uma, a alimentação dos dados vindos do campo, passou a renunciar à contextualização, já que a lógica do software tem a sua própria. Após algumas crises econômicas a tragédia se consolidou, muitos daqueles que tinham a expertise da estratégia executiva, haviam virado suco (*), perdendo-se assim boa parte da massa crítica, que não só era importante para o sucesso dos projetos como também viabilizavam, pelo exemplo e aconselhamento, a formação de novos profissionais.
(*) expressão que nos anos 1980 ganhou notoriedade, depois que um engenheiro graduado foi demitido e abriu uma lanchonete com o nome “O Engenheiro Que Virou Suco” – https://www.linkedin.com/pulse/o-engenheiro-que-virou-suco-silvio-siliano/?originalSubdomain=pt de Silvio Siliano.

3 respostas para “Éramos Ágeis, Mas Viramos Suco!”
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